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O PURGATÓRIO, O INFERNO E O CÉU

 

Novembro/1935 – PURGATÓRIO

Anoitecendo, vi o meu Anjo da Guarda que me mandou acompanhá-lo. Imediatamente me encontrei num lugar coberto de névoas, cheio de fogo, e, dentro deste fogo, uma multidão de almas sofredoras. Essas almas rezavam com muito fervor, mas sem qualquer resultado para elas mesmas. Isto porque, só nós podemos ajudá-las. Elas já viveram e escreveram a sua trajetória existencial, agora estão no Purgatório, se purificando de seus pecados para alcançar o Céu. As chamas que as queimavam não me tocavam. O meu Anjo da Guarda não se afastava de mim, nem por um momento. Perguntei as almas qual era o seu maior sofrimento. Responderam-me, unânimes, que o maior sofrimento era a saudade de DEUS. Vi NOSSA SENHORA que visitava e confortava as almas no Purgatório. As almas chamam nossa MÃE SANTÍSSIMA de “Estrela do Mar”. Ela lhes traz alívio. Queria conversar mais com as almas, mas o meu Anjo da Guarda me fez um sinal para sair. Saímos pela porta dessa prisão de sofrimento, enquanto interiormente ouvi uma voz que me disse: “A Minha Misericórdia não deseja isto, mas a Minha Justiça o exige”. A partir daquele momento, me encontro mais unida às almas sofredoras. (Diário parágrafo 20 – páginas 24/25)

Ó Salvador do mundo, uno-me com a Vossa Misericórdia. Meu JESUS, eu uno todos os meus sofrimentos aos Vossos e deposito-os no tesouro da Igreja para proveito das almas.

INFERNO

Num dia de Outubro de 1936, fui conduzida por um Anjo às profundezas do Inferno. É um lugar de grande castigo, e como é grande a sua extensão! Os tipos de tormentos satânicos são diversos:

   a) O primeiro tormento que constitui o Inferno é a perda de DEUS;

   b) O segundo é o contínuo remorso de consciência;

   c) O terceiro é o fato de que aquele destino não mudará nunca;

   d) O quarto é o fogo permanente que atravessa a alma, mas não a destrói. É um tormento terrível por que é um fogo puramente espiritual, aceso pela ira de DEUS;

   e) O quinto é a contínua escuridão, com um horrível cheiro sufocante. Embora haja escuridão, os demônios e as almas condenadas vêem-se mutuamente e vêem também todo o mal dos outros e o seu, ou seja, o mal que praticaram;

   f) O sexto é a contínua companhia do demônio;

   g) O sétimo tormento é o terrível desespero, o ódio a DEUS por sua condenação, proferindo maldições e blasfêmias.

Estes são tormentos que todos os condenados sofrem juntos, mas não é o fim dos tormentos. Existem tormentos especiais para as almas, os tormentos dos sentidos. Cada alma é atormentada de maneira horrível e indescritível com o que pecou, ou seja, com o sentido que usou para pecar. Existem também terríveis prisões subterrâneas, abismos de castigo, onde um tormento se distingue do outro. Eu teria morrido vendo esses abomináveis tormentos, se não me sustentasse a Onipotência de DEUS. Que o pecador saiba que será atormentado com o sentido que pecou, por toda eternidade. Estou escrevendo isso por ordem de DEUS, para que nenhuma alma se escuse dizendo que não há Inferno, ou que ninguém esteve lá e não sabe como é.

   Eu, Irmã Faustina, por ordem de DEUS, estive nos abismos do Inferno para falar às almas e testemunhar que ele existe. No momento só tenho ordem do SENHOR para deixar isto por escrito. Os demônios tinham grande ódio contra mim, mas, por ordem de DEUS, tinham que me obedecer. O que escrevi, dá apenas uma pálida imagem das coisas que eu vi. Percebi, no entanto, uma coisa: o maior número das almas que lá estão, é justamente aquelas que não acreditavam que o Inferno existisse. Quando voltei, não podia me refazer do terror de ver como as almas lá sofrem terrivelmente e, por isso, rezo com mais fervor ainda pela conversão dos pecadores. Incessantemente peço a misericórdia de DEUS para eles. “Ó meu JESUS, prefiro agonizar até o fim do mundo nos maiores suplícios a ter que Vos ofender com o menor pecado que seja”. (Diário parágrafo 741 – páginas 218 e 219)

(É importante perceber, que nos diálogos da Irmã Faustina com JESUS, quando o SENHOR lhe orienta  sobre o procedimento humano, aquilo que ELE exige dela que era a Sua escolhida, está naturalmente exigindo de nós ao longo de nossa existência).

JESUS falou: “Minha filha, se por teu intermédio peço a humanidade o culto à Minha misericórdia, por tua vez deves ser a primeira a distinguir-te pela confiança na Minha misericórdia. Estou exigindo de ti atos de misericórdia, que devem decorrer do teu amor para COMIGO. Deves mostrar-te misericordiosa com os outros, sempre e em qualquer lugar. Tu não podes te omitir desculpar-te ou justificar-te. EU te indico três maneiras de praticar a misericórdia para com o próximo”:

   a) A primeira é a Ação;

   b) A segunda é a Palavra;

   c) A terceira é a Oração.

“Nesses três graus repousa a plenitude da misericórdia, pois constituem uma prova irrefutável do amor por MIM. É deste modo que a alma glorifica e honra a Minha misericórdia. Sim, o primeiro Domingo depois da Páscoa é a Festa da Misericórdia, mas deve haver também ação, e estou exigindo o culto à Minha misericórdia pela solene celebração desta Festa e pela veneração da Imagem que foi pintada. Por meio desta Imagem concederei muitas graças às almas. Ela deve lembrar as exigências da Minha misericórdia, por que mesmo a fé mais forte de nada serve sem as obras”.

(A exemplo da Irmã Faustina e através de seus escritos, JESUS nos convida individualmente a sermos misericordiosos, e cumprirmos as três maneiras para concretizar nossa boa ação em benefício do próximo)

Ó meu JESUS, Vós Mesmo me ajuda em tudo, por que vê como sou pequenina. Conto unicamente com a Vossa bondade, ó DEUS. (Diário parágrafo 742 – página 219)

O CÉU

Uma vez, quando estava rezando aos Santos Jesuítas, vi o meu Anjo da Guarda que me conduziu ao Trono de DEUS (no Céu). Eu passei por grandes multidões de Santos e reconheci muitos que já conhecia a imagem. Vi muitos Jesuítas que me perguntavam de que Congregação eu era. Quando lhes respondi, perguntaram: “Quem é teu Diretor Espiritual”? Respondi que era Frei Andrasz. Quando quiseram falar mais, o meu Anjo da Guarda fez sinal de silêncio e fui para diante do Trono de DEUS. Vi uma claridade grande e inacessível. Vi o lugar que me estava destinado na proximidade de DEUS, mas não fiquei sabendo como era, por que uma nuvem cobriu tudo. Todavia, o meu Anjo da Guarda me disse: “Aqui está o teu lugar pela fidelidade no cumprimento da Vontade do SENHOR”. (Diário parágrafo 683 – página 207)

(Aqui é necessário entender o motivo por que o Anjo de Faustina  lhe solicitou silêncio, a fim de não continuar o diálogo com uma alma na eternidade feliz: ela vivia na Terra e não no Céu, apenas fazia uma visita para sentir aquela maravilhosa atmosfera de amor e poder transmitir, mesmo que modestamente, a alegria e a pureza daquele indescritível viver.)

27 de Novembro de 1936 – Hoje estive no Céu, em espírito, e vi as belezas inconcebíveis e a felicidade que nos espera depois da morte. Vi como todas as criaturas prestam incessantemente honra e glória a DEUS. Vi como é grande a felicidade em DEUS, que se derrama sobre todas as criaturas, tornando-as felizes, e então, toda honra e glória procedente da felicidade volta à sua fonte e penetram na profundeza de DEUS, contemplando a Sua Vida interior: o PAI, o FILHO e o ESPÍRITO SANTO, a quem jamais poderemos compreender ou sondar. Essa fonte de felicidade é imutável em sua essência, mas está sempre nova, jorrando para a felicidade de todas as criaturas. Compreendo agora o dizer de São Paulo: “Nem o olho viu, nem o ouvido ouviu, nem jamais penetrou no coração do homem o que DEUS preparou para aqueles que O amam”. (1 Cor 2, 9)(Diário parágrafo 777 – página 228)

O SENHOR me deu a conhecer uma única coisa que, a Seus olhos, tem valor infinito, que é o amor a DEUS. Amor, amor e sempre amor, nada pode ser comparado com um só ato de puro amor a DEUS. Ó, que inconcebíveis favores DEUS concede à alma que O ama sinceramente. Ó, feliz a alma que desfruta já aqui na Terra de Seus especiais favores, essas almas são as almas pequenas e humildes. (Diário parágrafo 778)

Essa grande Majestade Divina, que conheci mais profundamente e que os Espíritos Celestes glorificam de acordo com o grau de graça e a hierarquia em que se dividem, não causou a minha alma nem terror nem medo, ao contemplar essa potência e admirável grandeza de DEUS, não, não, absolutamente não. A minha alma ficou repleta de paz e amor e, quanto mais conheço a grandeza de DEUS, tanto mais me alegro por ELE ser assim. E me alegro imensamente com Sua grandeza, e me alegro por eu ser tão pequenina, por que pelo fato de ser pequena ELE me toma nos Seus braços e me conserva perto do Seu CORAÇÃO.  (Diário parágrafo 779)

Ó meu DEUS, quanta pena tenho das pessoas que não crêem na vida eterna! Como rezo por elas para que também sejam envolvidas pelo raio da misericórdia e mereçam o abraço paterno do CRIADOR. (Diário parágrafo 780 – página 228)

 

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