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                         A realização do Casamento é o desfecho jubiloso e almejado por todos os Casais que se amam. Depois dos festejos e da “Lua de Mel”, começa a realidade de uma nova vida, de uma “existência a dois”, onde deverão procurar com empenho, com renúncias, paciência e muito amor, ir ajustando o entendimento mútuo, visando alcançar harmonia no viver.

                         Também será a época na qual deverão de maneira concreta projetar e calcular, em função do trabalho profissional de ambos, a “encomenda” dos filhos, que irão completar a família que sonharam construir, realizando a missão existencial que Deus lhes concedeu.

                        E sem dúvida, os filhos contribuem de maneira poderosa e eficaz para que possa existir uma sólida união Matrimonial, proporcionando aos Pais uma grande felicidade. Isto porque, os filhos, por ser a descendência do Casal, misteriosamente serão o centro da atenção dos dois, salvando-os do “egoísmo” e da “usura” pessoal que em todas as oportunidades, quer envolver o coração das pessoas.

                        Por outro lado, o amor do casal tem a necessidade de crescer e expandir, a imitação do Amor Divino que é infinito, e nos filhos, eles encontrarão o campo fértil para deixar o amor se desenvolver livremente, sendo manifestado no prazer de atender as necessidades dos filhos, nos carinhos e afetos que demonstrarão a ternura e a atenção que lhes dedicarão. Também através dos filhos, o Casal terá uma fonte inesgotável de diálogos e de estímulo contínuo, buscando soluções e vencendo problemas que surgem e assim, ultrapassando as dificuldades que ocorrem no cotidiano.

                        A presença dos filhos também suscitará nos dois um desejo de aperfeiçoamento das qualidades! Os Pais de modo consciente devem procurar  objetivamente burilar e eliminar as próprias imperfeições e defeitos, para que se tornem exemplos verdadeiros a serem seguidos. Eles deverão se esforçar em ser um modelo especial para os seus filhos.

                        Por essas razões, durante a “espera do bebê”, o Casal deverá mostrar com transparência a mútua compreensão. Isto porque, o período da gravidez geralmente requer mais atenção, cuidados especiais, assistência médica e, sobretudo, uma imensa paciência. Considerando que o Casal ao encomendar um filho está a serviço de Deus, eles não poderão se esquecer de rezar e suplicar a Bondade e a Misericórdia do Senhor, para lhes ajudar concedendo-lhes a necessária confiança para que tudo aconteça de maneira normal e sem problemas, afastando do Casal o nervosismo do temor e as apreensões, infundindo-lhes coragem e aumentando-lhes a fé.

                        Também é comum no período da gravidez, nascer nas mulheres um “excepcional desejo” que deve ser respeitado pelo marido. São manifestações do organismo que não têm uma explicação formal, mas acontecem e se apresentam de várias maneiras: há mulheres grávidas que “gostam” de raspar e comer a “neve” da geladeira; assistir TV deitada na poltrona com um saco de água quente nos pés; comer azeitona preta a meia noite, e até suplicar ao marido para comprar pizza no Italiano as duas horas da madrugada. Estes acontecimentos geram muitas brincadeiras, e são por isso mesmo, ocasiões muito especiais nas quais o Casal deve revelar-se mais carinhoso e paciente.

                        Nascendo a criança o Casal deve lembrar que constituem um lar e, portanto, devem resolver os problemas educacionais juntos, um colaborando com o outro, trocando idéias e buscando os melhores caminhos.

                        Os Pais devem lembrar que cada pessoa é diferente da outra, que os filhos não podem e não devem ser “moldados” como um robô ou um boneco. A função primordial dos Pais é ajudar a desabrochar a personalidade dos filhos, a maneira de cada um pensar e agir, deixar que eles comecem a manifestar a própria vontade e então, a partir desta oportunidade, é que os Pais, pessoas adultas, com sabedoria e inteligência devem educá-los, corrigindo as falhas no modo de pensar, ajustando a maneira de agir, a fim de que possam compreender o modo correto de viver, atuando sempre com respeito e dignidade.

   Os Pais nunca devem mentir aos filhos, fantasiando a realidade ou iludindo-os sobre os acontecimentos. Deverão seguir o preceito estabelecido por Jesus: “Seja o vosso sim, sim, e o vosso não, não”. (Mt 5, 37) Sempre instruindo os filhos com a verdade eles se acostumarão também a dizer somente a verdade.

                         Se algumas perguntas dos filhos versarem sobre o sexo ou um assunto que seja impróprio, o tema deverá ser focalizado pelos Pais com sabedoria e discernimento, mas jamais deverão falsear a verdade, escondendo o real sentido e o significado da resposta. Ao contrário, eles deverão procurar de um modo apropriado e correto satisfazer a curiosidade da criança nunca a deixando insatisfeita ou com dúvida sobre a resposta que recebeu dos Pais. Isto porque, na sequência do cotidiano os Filhos poderão ouvir de algum colega uma resposta diferente, dentro da realidade, e assim os Pais ficarão “numa má posição”, criando uma interpretação desagradável na mente dos filhos!

                        Ao longo do cotidiano, apesar do trabalho, o pai e a mãe devem esquematizar um momento para estar com o filho, ouvindo as suas manifestações e com a “experiência dos adultos”, procurarem instruí-los na solução de seus “enigmas”, da mesma forma que também devem aproveitar aquelas oportunidades para orientá-los na escolha e cultivo da idéia de uma profissão, com a qual exercerão o trabalho em sua existência e será a fonte de seu sustento e da sua família. Todavia, é importante acrescentar que os Pais devem “apenas” aconselhar e orientar os filhos na escolha da profissão, mas nunca “impor sobre eles” a sua vontade, obrigando-os a estudar e a seguir um caminho idealizado pelos Pais. Isto porque, na continuidade, este procedimento não dará certo para ninguém, nem para os filhos e nem para os Pais. A experiência mostra que geralmente serão formados profissionais de pouca competência e às vezes nem conseguirão formar o filho numa profissão.

                        Também os Pais devem estar conscientes de que jamais poderão adivinhar o que acontecerá no futuro e o que poderá acontecer em sua vida, no trabalho ou numa viagem, e o que poderá envolver os seus filhos ou a sua família. Para suplantar estas interrogações que poderão surgir na mente do Casal, eles deverão ter uma grande confiança em Deus, e por isso mesmo, devem rezar diariamente suplicando a proteção Divina, necessária e imprescindível, para que a família possa vencer o trabalho invisível do maligno que quer destruir todos os lares. 

                        Com este procedimento os dois estarão colaborando efetivamente para que seja criado um ambiente de paz e amor no seio da família.

                        Assim, os Pais devem viver dedicados ao trabalho, a família e exercitar a sua fé em Deus, encontrando alegria nas realizações de cada dia e com disposição e prazer, participar das diversões na companhia dos filhos, deixando que a vida siga sua trajetória normal. Significa dizer, que os Pais devem aproveitar os momentos junto dos filhos, saindo a passear na companhia deles ou levando-os ao comércio, ao Banco, nas compras na farmácia, no supermercado, no açougue, etc. Pode parecer que seja uma simples ação sem qualquer importância! Todavia, estas pequenas e simples ações agitam o interior das crianças que guardam uma imensa satisfação, ficando jubilosas e alegres pela oportunidade de estar junto dos Pais. Então, são momentos importantes, que depois, no horário adequado, os Pais devem recordá-los com os Filhos, corrigindo ou lhes ensinando o “procedimento correto, ajustando-os ao comportamento ideal”.

                        Isto nos faz compreender que os filhos precisam viver num ambiente de paz e amor, porque estas virtudes são elementos preponderantes que ajudarão no seu crescimento espiritual. Esta realidade ainda ensina que os Pais não devem discutir na presença dos filhos, devem se esforçar para manter o lar com uma aparência de total normalidade. Isto, sem dúvida, refletirá de maneira positiva e eficiente na mente das crianças e no coração dos próprios pais, abrindo um largo espaço para que possa existir de fato, a tão desejada harmonia familiar.

                        Fica implícito que os Pais não devem e não podem utilizar palavreado de “baixo calão” e xingamentos na presença dos filhos, porque insensivelmente estarão lhes ensinando “modos” indesejáveis e um “vocabulário” ofensivo e maldoso, que só lhes causarão dissabores e aborrecimentos.

                        Então se torna evidente que o bom exemplo dos Pais é que irá frutificar no coração e na mente dos Filhos. Por isso, somente eles devem assumir a educação de seus Filhos e jamais delegar poderes para que outras pessoas o façam, mesmo que sejam elas profissionais categorizados e ou parentes próximos imbuídos das melhores intenções.

                        É pelo carinho e tratamento cuidadoso, é também pelas atenções e pelo diálogo sincero e agradável, que os Pais irão estimular as crianças e os jovens a cultivar a virtude do Amor. E eles, felizes e alegres por se sentirem protegidos, na pureza de sua inocência, entenderão a grandeza do amor dos Pais e poderão imaginar e perceber, a infinita dimensão do Amor de Deus.

                        Isto sinaliza a necessidade dos Pais encontrarem o precioso tempo para se dedicarem aos seus filhos e desde cedo, lhes ensinar a rezar e a conversar com Deus. Na sequência dos anos, quando as crianças forem crescendo, os Pais deverão ter a sensibilidade de conseguir um horário apropriado e também rezar na companhia dos Filhos. Na época certa, quando atingirem a idade de sete a oito anos, deverão ser matriculados na Catequese Paroquial para melhor conhecerem Deus e a Obra Divina, e dessa forma, poderão com total convicção manifestar ao SENHOR a grandeza do seu amor.

                         Na atualidade, estas recomendações poderão parecer absurdas, incabíveis e até não executáveis, em face da extrema confusão existente em muitas famílias, que por isso mesmo, já não merecem nem ter o nome de famílias, porque já deturparam completamente o conceito familiar. O mal tem atuado de maneira livre e abominável, com uma terrível divulgação escandalosa pela televisão, exibindo programas e novelas que oferecem um exemplo medíocre, maldoso e caótico, como maneira das pessoas encontrarem a felicidade! Um exemplo pernicioso e cruel que infelizmente é acolhido graciosamente em muitos lares!

                        Recrudescendo o império da maldade, são exibidos filmes e novelas imorais que ensinam a depravação aos jovens, colocando uma absurda e inconcebível “minhoca” em muitas cabeças, com pouca ou nenhuma formação cristã, levando-os a cultivarem os hábitos mais estranhos e enganosos, numa volúpia de libertinagem e ambições, que nada constrói porque estão fundamentadas na fantasia e na irrealidade. 

                        Por tudo isto, os Pais bem intencionados devem reagir, procurando construir o lar decentemente, vivendo honestamente e como pessoas de bem, dar o bom exemplo pessoal, educando cristãmente os seus Filhos, não deixando que eles sejam influenciados por estas “baboseiras indecorosas”.

   Desde o inicio da criação, sempre existiu as duas forças, o “bem” e o “mal”. Satanás e seus asseclas como não conseguem atingir diretamente o Criador com suas tramas e maldades, fica sempre a espreita de encontrar uma chance para atuar contra o Senhor. Como ele nunca consegue atingir Deus, ele se envereda em todas as oportunidades que surgem agindo sobre a parte mais frágil que é a humanidade, para querer interferir no Plano Divino, lançando a discórdia, a confusão e a morte. Aos Pais foi reservada a sublime missão de colaborar com o Senhor na continuidade do Plano Divino, encomendando os filhos e, sobretudo, educando-os para a vida, para que sejam homens e mulheres fieis, que apesar das próprias fraquezas e imperfeições, apesar das tentações diabólicas, sejam pessoas honradas, com dignidade de caráter que vivem responsavelmente o Batismo Cristão, atuando como Filhos de Deus que realmente são. Todavia, esta grande missão dos Pais somente poderá ser realizada em plenitude, se houver perseverança em suas atitudes e se eles seguirem o caminho do direito, da justiça e do amor fraterno, existindo no Casal um amor sincero e dedicado, porque no Amor verdadeiro está a presença do Senhor e por isso mesmo, ele é sempre um amor criador.

Que este alerta seja entendido com plena responsabilidade e venha estimular as famílias e seus membros, a exercitarem com coragem e devoção os Mandamentos de Deus, cada um empenhando-se individualmente com a maior potencialidade, para juntos construírem uma sociedade mais justa e fraterna.

A consciência bem formada no direito e na justiça, iluminada pela fé que lhe faz conhecer toda a verdade sobre o precioso bem que é o Casamento e a Família, sente a urgência de anunciar a Boa Nova de Cristo a todas as pessoas indistintamente, em particular aos que são chamados ao Matrimônio, a todos os esposos e Pais, para que se preparem com interesse e sabedoria, a fim de que possam cumprir legitimamente o mandato Divino que foi outorgado a toda humanidade desde a criação do universo.

(Finalizando a Palestra seria construtivo citar um exemplo de Casal de Namorados bem sucedidos, que planejaram e organizaram a vida pacientemente durante os anos de Namoro e Noivado, até alcançarem a realização do grande objetivo, a sagrada celebração do amor dos dois, pelo Casamento).

 

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